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Como gastar pouco sem ser farofeiro na praia? Especialista e banhistas dão as dicas.

Cerveja, refrigerante, petiscos e sorvetes estão mais caros nesta estação. Mas as escolhas certas e algumas trocas ajudam a economizar. Economistas e banhistas dão as dicas.

 

Ir à praia tem se tornado mais caro a cada verão. Cerveja, refrigerante, petiscos, sorvetes: está tudo mais caro. O sorvete, por exemplo, foi o produto que mais aumentou de preço entre janeiro e dezembro de 2011, com alta de 16,41%. Cerveja, água e refrigerante fora de casa também estão mais caros, com alta de mais de 10%. Mas é possível gastar pouco sem levar fama de 'farofeiro' na praia? População e especialista buscam soluções.

Para quem está na praia com frequência, não é uma questão fácil de ser respondida. Maria Esthela Nogueira, 44 anos, mora em Minas Gerais e está hospedada na casa de amigos. Ela gosta de ir à Praia da Costa todos os dias pela manhã para manter o bronzeado em dia durante o verão. Mas com o preço nas alturas, prefere não comer nada.

foto: Leonardo Soares
 

"Não tem saída. Eu levanto cedo, tomo um café da manhã reforçado e desço até a praia. Como eu estou indo todos os dias, eu já teria falido. Quando dá vontade de almoçar eu junto tudo e vou correndo para casa", brinca.

Maria Esthela não bebe, mas ouve com frequência a reclamação de amigos com o preço da cerveja na praia. A comida então, eles já desistiram. "Beber está difícil e comer está pior ainda. O peixe nos quiosques é uma fortuna, e os espetinhos dos ambulantes a gente não sabe se pode comer ou não, se foi bem feito".

Como dica a turista sugere o que faz todos os dias: come na ida e na volta da praia. "Garanto que você vai economizar bastante e ainda vai comer bem, sem medo de infecção alimentar", conclui.

Pergunta: Tem saída?

Resposta da turista: "Tem. Comendo em casa, antes e depois da praia"

Farofeiro assumido

Luiz Américo Feitosa, 23 anos, pratica kitesurf, e confessa que tem 'passado fome' nas areias da praia de Camburi, em Vitória. Um dos motivos é a falta de quiosques na orla. Mas o principal motivo é o valor alto dos produtos. "Eu estava gastando muito todas as vezes que vinha à praia. Quando vinha só me divertir, gastava com cerveja. Nos dias de praticar o kitesurf, gastava com água ou refrigerante".

O jeito encontrado foi preparar a marmita, sem peso na consciência. "Eu preparo o meu lanche em casa. Faço um sanduíche natural com alface, cenoura ralada e peito de peru. Não tenho vergonha. Os amigos já até sabem. E a minha mãe prepara um suco de laranja, que eu trago bem gelado", ensina.

Pergunta: Tem saída?
Resposta do atleta: "Não. Acabo sendo farofeiro mesmo, sem ter vergonha. Gasto menos"


Pessimismo

A aposentada Elenice Moreira, de 74 anos, mora em Piúma e passa o mês de janeiro na casa do filho, em Itapoã, Vila Velha. Ela garante que os preços não estão altos só na Grande Vitória. Se alimentar à beira da praia está impossível. A aposentada acha que não tem saída.

"Infelizmente não é mais como antigamente, que gastava-se pouco e comia-se bem. Hoje qualquer coisa que você compra aqui é uma fortuna. Não tem jeito. Ou você leva a sua comidinha de casa, ou então passa fome", desabafa.

A aposentada disse que este é um dos motivos que tiraram o gosto dela pela praia. "Antes eu gostava de trazer os filhos. Agora os netos vêm bem menos e eu não venho mais. Só estou aqui agora porque comecei a caminhar".

Pergunta: Tem saída?
Resposta: "Não. A tendência é ficar cada vez pior"

Fonte:http://gazetaonline.globo.com

 

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