Leontina Coutinho Ajouz

Desde 2005, a paisagem da aprazível Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, tem servido de fonte de inspiração
para as pinturas da petroleira aposentada Leontina Coutinho Ajouz - ou simplesmente Tina, como é chamada pelos amigos.

"Prefiro as flores, a natureza. Não gosto de pintar nada que me faça sofrer.Tina trabalhou na Petrobras por 21 anos (1971 a 1993),sempre na área de documentação técnica e na biblioteca,tendo sido uma das pioneiras de edifício-sede da Companhia. Iniciou a "carreira" de artista plástica em 1998, cinco anos depois de se aposentar para dedicar mais tempo a fammília - é casada, tem um casal de filhos e um neto.No primeiro momento, quando ainda morava na capial fluminense"não queria nenhuma espécie de compromisso" e preenchia boa parte do tempo livre

 

fazendo coisas simples, mas que até hoje lhe dão imenso prazer: cinema à tarde, visita a centros culturais, atividades do lar."Sou uma pessoa caseira e queria curtir meus dois filhos adolescentes"

Muito tímida, hesitou antes de começar a frequentar um curso regular de pintura. Vencido o medo, a experiência ultrapassou os limites das artes plásticas e Tina e a professora tornaram-se grandes amigas."Ela era uma pessoa muito especial, passou a fazer parte da minha vida".

Incentivada por um sonho antigo do marido,dois meses após a morte da amiga, em 2005, decidiu mudar para uma rua tranquila da bucólica Teresópolis. De início, Tina sentia-se meio órfâ no novo endereço."Mesmo assim, tinha uma sensação muito agradável:
era como estar voltando para casa."Logo retornou aos pincéis e ao cavalete e hoje garante que sua vida é indissociável das artes e dessa simplicidade interiorana. "Gosto de ver os esquilos passeando no muro lá de casa, os papagaios comendo minhas frutas..."A sensação de segurança fez a família retornar velhos hábitos."Aqui não tenho medo de andar de ônibus,saio à noite e volto caminhando de madrugada". Para pretroleira, os momentos mais agradaveis de semana continuam sendo durante as aulas, quando consegue se desligar do resto do mundo. Em sua contas, já pintou mais de 100 quadros, aponto de não ter mais parede em casa para expor o trabalho.

Seus óleos sobre tela foram premiados nas duas mostras em que participou, mas não gosta de vender suas obras e fixava preços
exorbitantes,justamente para os interessados não desfalcarem sua coleção. Na última exposição, no entanto, colocou preços de mercado para sentir a receptividade do público e "perdeu" dois quadros para os visitantes. Ela esconde uma ponta de orgulho pelo feito. "A gente fica toda boba".

Seu talento também encontra tempo e espaço para preencher lacunas no âmbito social. Tina fala com orgulho das cerca de 40 telas que pintou recentemente para doar a entidades filantrópica.

Fonte: Revista Petros Ano V- nº 41 - Março de 2007

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